Por que o termo Felicidade ainda incomoda?

Tal Ben-Shahar nos conta, em sua Certificação de Estudos da Felicidade, que quando pensou em criar um curso para estudar teoria e prática do tema Felicidade foi muito questionado e inclusive o incentivaram a usar outro termo que não esse. Afinal, o termo felicidade parecia superficial e vago e não algo sólido e real. Porém, ele se manteve firme ao termo “Happiness" por dois motivos: o primeiro é que a própria discussão do que é felicidade por si só já é importante e nos ajuda a buscarmos na prática o que realmente nos faz feliz. Em segundo lugar, porque substituir felicidade por outra palavra não representam a essência real e completa do conceito.


Normalmente, em termos populares associamos felicidade a prazer, e é verdade que esse é um pilar importante da felicidade, porém ele não contempla e explica felicidade como um todo. Sabemos que uma vida somente de prazeres pode ser vazia e não nos traz felicidade. Já alguns filósofos e psicólogos associam felicidade à uma vida com significado. Porém, alcançar um propósito, uma vida com significado, sem uma vida agradável com emoções positivas também pode nos deixar infelizes ou pelo menos incompletos.



Então, depois de mais de 20 anos de estudos, Tal Ben-Shahar nos ensina que a melhor definição para ele de felicidade é a completude do bem-estar do indivíduo: “The wholeperson wellbeing approach captures the essence of happiness.” Ou seja, é preciso de emoções positivas, assim como de significado, mas em alguns campos da nossa vida, que ele define em 05: bem-estar físico, emocional, intelectual e espiritual, além de relações profundas e positivas. Somos um ser íntegro e nossa felicidade vem de um equilíbrio e preenchimento desses campos da nossa vida.


Todos queremos ser felizes. Todos queremos ser felizes no trabalho, afinal cada vez mais não há separação dos nossos eus: o eu do trabalho, o eu da família, o eu do casamento, o eu dos amigos. Somos um só. A empresa entrou em nossas casas com a expansão do home-office. Nesse novo mundo, pudemos nos assumir como somos, sem máscaras. Nossas vulnerabilidades e autenticidades são valorizadas.


Por isso, falar de felicidade não é moda, não é superficial e não é vago. É real, sólido e vem sendo estudado pela psicologia positiva, mas também pela economia, literatura, filosofia, neurociência.


Podemos embarcar nessa jornada de nos tornarmos seres completos e felizes. Ou continuarmos deixando a vida nos levar, sem assumirmos, que para sermos felizes precisamos trabalhar em alguns campos da nossa vida, integrando nosso bem-estar físico, com o emocional, intelectual, espiritual e melhores relações. A teoria está acessível a todos. A prática vem de esforço e dedicação. Está preparado ou continuará negando essa possibilidade?

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