Existe felicidade no trabalho? Ou viveremos esperando pelas sextas e feriados?



Associar felicidade à trabalho ainda parece distante para muitos de nós, como se a felicidade não fizesse parte dessa área de nossa vida. Porém, acredito que isso aconteça por alguns julgamentos e preconceitos que temos sobre o conceito da felicidade, considerando-a subjetiva e talvez, supérflua, associada somente ao hedonismo.

Atualmente, o conceito da felicidade passou a ser estudado pela psicologia positiva, através de pesquisas, estudos e da neurociência, passando a entender que a felicidade tem um aspecto hedônico mesmo, porém também um aspecto eudaimônico, que fala de uma vida com significado e propósito. Não adianta somente buscarmos os prazeres da vida se não sentirmos que nossa vida tem realização e um sentido maior. Segundo a PdD de Stanford, Sonja Lyubomirsky, “Felicidade é a experiência de contentamento e bem-estar combinada à sensação de que a vida possui sentido e vale a pena.”

Com esse campo da felicidade em estudo e expansão, surgem cada vez mais questionamentos: podemos ser felizes? E podemos ser felizes no trabalho? Dá para medir a felicidade nas empresas?

Assim, a ciência começou a comprovar que podemos ser felizes, inclusive no trabalho e depende muito de nós mesmos. Felicidade no trabalho também envolve os aspectos hedônicos e eudaimônicos, e não é somente trabalhar as compensações e clima, mas também as experiências emocionais e motivacionais, como os resultados, reconhecimento, significado, propósito e relacionamentos.

Segundo a Harvard Business Review, funcionários infelizes tem 18% a menos de produtividade, geram 16% a menos de lucro, aumentam em 49% os acidentes no trabalho e tem 37% a mais em absenteísmo.

Se infelicidade no trabalho traz resultados negativos, será que uma parte dos investimentos que a empresa faz para atrair e reter clientes não poderia ser investida na felicidade de seu time? A grande dúvida é: será que isso traz mesmo resultados? Sim, a implantação de um plano de felicidade organizacional pode trazer melhoria nos resultados financeiros da empresa.

Há alguns casos como do Google, no qual o aumento de 37% na felicidade dos colaboradores resultou em aumento 12% na produtividade. Outro, é o case da British Telecom, que mostrou que o aumento de um ponto na felicidade (notas de 1-5) do funcionário leva a cerca de um aumento de 24,5% nas vendas semanais, o que equivale a cerca de 4 a 6 vendas adicionais por semana. Além disso, segundo estudo da Deloitte, com a felicidade no trabalho há um aumento de 60% na retenção de funcionários.

O mundo mudou, as novas gerações mudaram e passaram a questionar o status quo. Nosso trabalho precisa estar relacionado aos nossos valores. Não há mais espaço para ambientes tóxicos e líderes tirânicos. É preciso que haja uma revisão nas empresas, em seus propósitos, valores, cultura, incluindo um plano organizacional da felicidade. Tudo embasado e mensurado, através de diagnósticos e pesquisas.

Diante da pandemia, segundo a Infomoney, 76% dos brasileiros estão repensando suas carreiras. Esse novo normal nos traz reflexões, reavaliações de nossas vidas e obviamente do que fazemos e da nossa felicidade. Afinal, se o mundo é inseguro e incerto, quem vai continuar esperando pelas sextas e feriados para ser feliz?


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