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Valor Econômico - O que mais faz os profissionais pedirem demissão?

Atualizado: 31 de mai. de 2023

Pesquisa revela os principais motivos que levam as pessoas a desistirem do emprego, entre eles, está o comportamento dos chefes




A maioria dos pedidos de demissão acontece por conta de uma proposta salarial melhor (41%), falta de reconhecimento da empresa (22%) e problemas com a chefia (22%). É o que revela uma pesquisa inédita, realizada na última semana de novembro de 2022, com 176 profissionais no Brasil, sendo 55,6% em postos de liderança.


O estudo, coordenado pela Reconnect Happiness at Work, empresa especializada em felicidade corporativa; e a Feedz, startup que atua com a digitalização de processos de recursos humanos, também indica que, enquanto cerca de 50% dos funcionários se sentem engajados no trabalho, a outra metade se diz sobrecarregada (33,5%) ou apática, fazendo o mínimo possível no horário do expediente (11,9%). Apenas 7,4% se mostram realizados.


“Os resultados apontam que é preciso priorizar as pessoas na construção do futuro do trabalho”, analisa Renata Rivetti, diretora da Reconnect Happiness At Work. “Se, antes, a gestão tóxica, a falta de reconhecimento e de flexibilidade eram aceitas, agora, para gerar resultados sustentáveis, esses temas devem ser priorizados pelas organizações. Ou continuaremos vendo fenômenos como a grande renúncia e o ‘quiet quitting’ [desistência silenciosa].”


Para Gabriel Leite, CMO (diretor de marketing) e cofundador da Feedz, os próximos anos sinalizam desafios significativos para os departamentos de RH, como, por exemplo, tornar as lideranças mais humanas, positivas e empáticas. De acordo com o levantamento, as chefias terão um peso considerável no turnover do próximo ano, na opinião de mais de 30% dos trabalhadores.


Ao serem perguntados se planejam mudar de empregador em 2023, os entrevistados responderam que desejam continuar no mesmo emprego desde que sejam promovidos ou troquem de área (20,5%); que a liderança mude de atitude ou que o chefe seja substituído (13,1%). “Se a companhia deseja reter talentos, é preciso conscientizar os gestores da sua importância no engajamento, motivação e felicidade das equipes”, diz o relatório.


Ao analisarem os dados coletados, os especialistas recomendam que as diretorias revisem os planejamentos sobre o capital humano.“O mundo mudou, as novas gerações questionam o papel do trabalho em suas vidas e o burnout é uma doença ocupacional”, destaca Rivetti.“As pessoas estão repensando carreiras e buscam realização.”

Por isso, continua Leite, não dá mais para banalizar o estresse das equipes ou os líderes nocivos. “É preciso mudar, pois é o certo e o ético a se fazer diante uma nova consciência [no mercado de trabalho], mas também por ser a única forma sustentável de um negócio crescer, engajando seus times.”

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