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R7 - Se sente esgotado no trabalho? Especialista dá quatro dicas para resolver

Segundo Renata Rivetti, as distrações e excessos de atividades têm tornado a rotina das pessoas improdutivas e sobrecarregadas




Segundo pesquisa da Deloitte, 41% dos funcionários estão se sentindo esgotados. O estudo também revelou que as pessoas passam 288% mais tempo em reuniões do que antes da pandemia. Se você se identifica com esse sentimento, consulte as quatro dicas de Renata Rivetti, especialista em felicidade corporativa, liderança positiva e diretora da Reconnect Happiness at Work.

O primeiro passo é a intenção. Segundo a especialista, é preciso rever as distrações e sobrecargas e ter disposição para mudar. Mas, antes de tudo, é preciso acabar com a crença de que não é possível dar uma pausa e que é preciso estar o tempo todo produzindo. "Essa mentalidade tem nos levado ao esgotamento e não à alta performance e produtividade, e muito menos à felicidade", ressalta

Escolher o foco. O segundo passo é aceitar que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo e que será muito mais produtivo um hiperfoco em cada atividade. Por exemplo, se você está participando de uma reunião, desligue as notificações. Se estiver com a família, dê atenção e deixe seu celular de lado. Se estiver fazendo uma análise ou uma apresentação, avise que não poderá ser interrompido. "É preciso que haja comunicação para essas mudanças, pois hoje a nossa cultura não aceita esperar um minuto por uma resposta. Se recebemos um email e não o respondemos imediatamente, é provável que iremos receber a mesma mensagem em diferentes canais. Esse excesso de comunicação traz mais distrações e nos tira do estado de flow (atenção plena), sendo que isso trará ainda mais improdutividade. Para voltar ao estado de engajamento, demoramos mais 25 minutos depois que somos interrompidos ou distraídos", explica Rivetti.

Eliminar ou reduzir as distrações. De acordo com a especialista, a maioria das distrações não ocorre por acaso e sim por nossas escolhas. "É preciso conhecer o que te distrai e lidar com essas distrações de forma intencional. Nós acreditamos que não podemos ficar um minuto sem o celular, mas a grande verdade é que ele pode ser o maior ofensor da nossa produtividade e também da nossa felicidade e saúde mental. Precisamos usar a tecnologia a nosso favor e não o oposto", destaca.

Transforme o hiperfoco em hábito. Quanto mais soubermos quem somos, o que amamos fazer, o que fazemos bem, mais fácil termos foco. "Encontrar atenção plena no dia a dia nos traz felicidade e assim, produtividade. Mas para isso é importante encontrar suas forças, o que te traz sentido, o que te gera flow (atenção plena)".

Por fim, Renata ressalta que não é fácil viver atento e focado neste mundo distraído, já que somos estimulados o tempo todo e nós mesmos super estimulamos nossos cérebros e nem percebemos. "Como tudo na vida, é preciso autoconhecimento, auto responsabilidade e disciplina. A mudança para uma vida mais consciente e atenta é possível, mas exige esforço. No final, vale a pena", conclui.

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