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Fast Company - O mundo dos negócios precisa de uma nova visão: a feminina

Atualizado: 13 de jun. de 2023

Se queremos construir uma nova forma de conciliar o trabalho em nossas vidas, então o mundo dos negócios precisa de mais mulheres na liderança




Não somos os mesmos de 2019. Passamos por lutos, separações, transformações, e o impacto de tudo isso vem sendo sentido por todos nós e visto nos indicadores: estamos mais ansiosos, deprimidos, exaustos, solitários. A forma com que lidamos com nossas carreiras também foi muito afetada e modificada. Ainda não sabemos exatamente o que será do futuro do trabalho, mas algo é certo: não podemos ignorar as transformações que vêm ocorrendo. Felizmente, algumas muito positivas: mudamos do presencial para formatos mais híbridos, testamos jornadas de quatro dias de trabalho, passamos a priorizar a flexibilidade para escolha e permanência no emprego, entendemos que é necessário ter qualidade de vida e work-life harmony.


HÁ PESSOAS QUE REPENSARAM SUAS VIDAS, ENCONTRARAM O WORK-LIFE HARMONY, E OUTRAS COM MEDO DE PERDER O EMPREGO.

Compreendemos que produtividade vem muitas vezes de confiança, um ambiente com segurança psicológica, de estar bem em nossas vidas, equili- brando o trabalho e não somente vivendo para ele.


Da mesma forma que vem ocorrendo essas mudanças, há aqueles que lutam para manter o status quo e se esforçam lutando pelo oposto de tudo isso. Querem manter o comando e controle, o micromanagement, as relações abusivas, status, poder, workaholism.


Como se o trabalho só fosse produtivo quando ele é a única prioridade de nossas vidas e como se não tivéssemos escolha de ter algo com mais realização, mais significado, segurança psicológica, melhores relações e work-life harmony.


Por tudo o que tenho visto, as duas tendências são reais. Há pessoas que repensaram suas vidas, encontraram o work-life harmony, fazem o anywhere office. Ao mesmo tempo, há outras com medo de perder o emprego por causa dos layoffs.


Há empresas implantando a jornada de quatro dias com ótimos resultados, enquanto outras estão falando que o trabalho precisa voltar a ser hardcore e precisamos de jornadas de seis dias ou dormir no escritório.


NOVAS RELAÇÕES DE TRABALHO


Como talvez tudo no mundo de hoje, há uma grande polarização acontecendo no mercado corporativo. A luta por mudanças versus a manutenção do status quo. De qualquer forma, acredito que alguma mudança positiva já está, sim, acontecendo.


Mais do que nunca, se queremos mesmo construir uma nova forma de conciliar o trabalho em nossas vidas, o mundo dos negócios precisa de uma nova visão: mais mulheres na liderança.


NÓS, MULHERES, PODEMOS TRAZER UMA NOVA FORMA DE ATUAR – MAIS JUSTA, MAIS HUMANA, MAIS IGUALITÁRIA, MAIS EMPÁTICA..

Segundo uma pesquisa da McKinsey, líderes mulheres fazem 26% a mais para ajudar seus times a enfrentarem desafios no trabalho em comparação com líderes homens. Além disso, oferecem 60% a mais de suporte emocional para seus times em comparação com líderes homens.


Para esse novo mercado do trabalho, nesta construção de um capitalismo mais consciente, nós, mulheres, podemos trazer uma nova forma de atuar: mais justa, mais humana, mais igualitária, mais empática. Certamente temos muito a ganhar como indivíduos, mas, por tudo o que venho acompanhando, por todos os resultados que conheço, acredito que ganharemos também em resultados.


Quando estamos bem, quando temos qualidade de vida, bem-estar, cuidamos da nossa saúde mental, nos sentimos realizados, vivemos um propósito, é claro que temos melhores resultados em nossas vidas, em todos os âmbitos. Como diz Albert Schweitzer, “o sucesso não é a chave para a felicidade. A felicidade é a chave para o sucesso.”


Além disso, no momento atual, que já é tão desafiador para nossa saúde mental, ganharemos o principal: um mundo melhor para todos.


Então, como sempre, estamos numa encruzilhada para uma simples escolha: manter o mercado como um ambiente tóxico que adoece pessoas ou construir algo mais saudável, mais justo, que trará retornos para todos, como indivíduos, empresas e sociedade.


Está fazendo a sua parte para construir essa mudança?


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