Não dá para esperar o salvador da Pátria

As eleições já passaram, e me deixaram uma reflexão muito interessante sobre como há uma grande semelhança entre o cenário político e o mundo corporativo.


Artigo publicado no Mundo RH em 16 de novembro de 2022


Durante estes anos que estou estudando e trabalhando com a felicidade dentro das empresas, tenho visto como o papel das lideranças vai muito além de somente gerar crescimento financeiro para as instituições. O sucesso de um ambiente de trabalho é conquistado por meio de propósito, envolvimento e engajamento dos colaboradores. Mas, esta ação não é uma responsabilidade só do líder, é coletiva.


Acredito que a liderança não tem que assumir tudo para si, mas saber administrar e destacar cada ponto que precisa ser melhorado dentro de uma instituição. No entanto, para isso, o líder precisa garantir a segurança psicológica de todos os colaboradores para que assim a equipe se sinta confiante para expor ideias, compartilhar experiências e até mesmo apresentar e discutir soluções para as dificuldades.


Ressalto que um ambiente de trabalho saudável não é somente ser um local animado e feliz, mas um clima positivo, que garante a valorização de todos não só com benefícios e aumento de salário, mas com a compreensão e liberdade para ideias, com uma liderança que apoie e capacite cada colaborador para o crescimento. Com isso, sem dúvidas o trabalho se torna mais eficiente e produtivo, pois os funcionários enxergam o quanto o seu papel dentro daquela empresa é fundamental e não ficam só esperando que as melhorias partam somente da chefia.


Estes pontos me fazem pensar que assim como as empresas têm um forte poder econômico, a sociedade tem um grande peso na democracia e no desenvolvimento do país. Os detentores de cargos públicos estão à frente, mas eles não devem governar sozinho e sim contar com a participação da população. E uma afirmação que gostaria de ressaltar é que, nem nas empresas e nem no cenário público devemos esperar o salvador da Pátria, mas sim, sermos todos salvadores.


Fiz essa comparação porque como especialista em felicidade corporativa, tenho visto como as equipes estão abraçando essa ideia de que ser feliz trabalhando é possível. Por conta disso, tanto os líderes quanto os colaboradores têm se mostrado cada vez mais dispostos a construir um ambiente de trabalho prazeroso, cada um fazendo sua parte. Que bom seria se a sociedade tivesse esse mesmo ponto de vista para assuntos públicos.


Se isso tem dado certo dentro das empresas, por que iria dar errado dentro de uma nação? Independentemente de como será o futuro, a mudança tem que começar por nós mesmos.


O mundo mudou e nós precisamos mudar também!

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