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Cajuína - Por que estão falando tanto de… semana de 4 dias no Brasil

Reconnect Happiness at Work e 4 Day Week Brazil divulgam os primeiros resultados da implementação da jornada de trabalho de quatro dias no Brasil - e eles são positivos





A expressão do momento, aquela tendência que acabou de chegar ao mercado, uma notícia que tem chamado atenção, uma trend que viraliza nas redes ou até uma nova regulamentação. Se o tema está quente, é melhor não ficar para trás. Mas nem sempre conseguimos ir na esteira das novidades e entender tudo que tem acontecido no mundo do RH.


A roda gira, e às vezes bem rápido. Esta seção de Cajuína traz os assuntos mais frescos do universo de quem trabalha com gente.


Na pauta dessa semana, vamos falar sobre semana de 4 dias no Brasil e explicar por que você precisa ficar sabendo desse assunto.


O que você precisa saber


Desde janeiro de 2024, algumas empresas estão participando de um piloto para testar a semana de 4 dias no Brasil. O projeto é liderado pela Reconnect Happiness at Work em parceria com a 4 Days Week Brazil e, recentemente, as organizações divulgaram resultados relevantes destes primeiros meses de experimento – o primeiro do tipo na América Latina, de acordo com as instituições


A amostra da pesquisa foi feita com 21 empresas de cerca de 280 colaboradores. Cerca de 66% dos entrevistados possuem entre 18 e 34 anos. No que diz respeito ao modelo de trabalho, 40% trabalham presencialmente, 34,4% no modelo remoto e 25,4% híbrido.


Em relação ao dia escolhido para flexibilizar, cada companhia estabeleceu o seu próprio calendário: 60,2% das empresas optaram por sexta-feira, 22,1% por segunda-feira, 12,2% por quarta-feira e 5,5% por outros dias da semana e/ou deixaram a escolha a cargo dos colaboradores.


Após esses três primeiros meses de teste, os números são favoráveis tanto para as empresas quanto para seus colaboradores. Cerca de 61,5% das empresas participantes relataram uma melhoria na execução de projetos. Além disso, 85,4% notaram uma melhora na colaboração e 58,5% na criatividade e inovação.


Em relação aos trabalhadores, 57,9% afirmaram que conseguiram conciliar melhor a sua vida pessoal com a profissional e 82.4% sentiram mais energia para realizar as tarefas do trabalho. Além disso, alguns índices relacionados ao impacto na saúde também foram levados em consideração: 67% declararam que sentiram uma redução de ansiedade semanal e 64,9% no desgaste no final do dia.


O que isso significa para o RH


A flexibilização da jornada de trabalho é uma tendência de mercado há alguns anos e ganhou força principalmente após a pandemia, por conta da relação direta com a saúde e bem-estar dos colaboradores. Por conta disso, os RHs estão buscando se adaptar cada vez mais a essas novas possibilidades para atrair e reter ainda mais talentos.


Ainda segundo o relatório, 64.5% dos entrevistados sentiram uma redução de exaustão frequente, 62,7% destacaram uma diminuição no estresse no trabalho e 50% tiveram redução na insônia. Além disso, 44% afirmaram que houve uma melhora na relação com sua liderança.


Do ponto de vista de retenção, 28,6% relataram que não mudariam de emprego, independentemente do salário oferecido, para voltar a trabalhar cinco dias por semana e 36,8% afirmaram que necessitam de um reajuste salarial maior do que 50% para considerar retomar ao modelo tradicional.


No entanto, vale considerar que apesar das mudanças significativas, as empresas também enfrentaram alguns desafios, como: gestão de prazos, equilíbrio entre demandas internas e externas e dificuldades iniciais para se adaptar ao novo modelo de trabalho.


Por isso, é importante que tanto os RHs quanto as outras áreas da companhia levem esses pontos em consideração, atrelados à realidade da empresa, para que os movimentos sejam calculados e feitos de forma eficiente.


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